Autoavaliação
e avaliação externa do programa

 

O Programa de Pós-graduação em Filologia e Língua Portuguesa vem construindo, nos últimos anos, importantes espaços de autorreflexão e processos estratégicos de planejamento e gestão, com o objetivo amplo de consolidar seus pontos fortes e trabalhar sobre seus pontos fracos, e com a meta mais imediata de desenhar um autorretrato nítido que permita que suas qualidades sejam evidenciadas também para o olhar externo.

São partes fundamentais desse processo contínuo de reflexão e de preparação para a avaliação externa a criação de espaços e processos de autoavaliação, a construção de estratégias de planejamento e gestão, e o mapeamento periódico das atividades do Programa, como se descreve brevemente a seguir.

 

1 Espaços e processos de autoavaliação

O Programa tem conduzido um profundo processo de autoavaliação, iniciado no início do quadriênio (2017-2018), e intensificado nestes últimos anos (2019-2020).

Os espaços em que se efetivam os debates e as deliberações nesse processo continuado de autorreflexão têm sido as reuniões plenárias periódicas do Programa, convocadas pela Comissão Coordenadora do Programa, e as reuniões independentes organizadas pelas Comissões instituídas como parte de um diagnóstico inicial sobre nossas formas de organização interna.

Para dar forma final a esta primeira fase de nosso processo de autoavaliação, o Programa fará o I Seminário de Autoavaliação do Programa de Filologia e Língua Portuguesa, no primeiro semestre de 2020, com discentes, docentes e corpo técnico (em data e local a serem divulgados). Nesse seminário discutiremos, entre outros aspectos a serem sugeridos por docentes, discentes e corpo técnico, os resultados de nosso planejamento estratégico nos últimos meses, e propostas importantes para os próximos anos, resultantes do processo de autoavaliação realizado até 2019 - em particular, quanto à reestruturação de nossa matriz curricular e à remodelagem de nosso processo seletivo.

 

2 Estratégias de planejamento e gestão

Como resultado do profundo processo de autorreflexão realizado a partir de 2017, graças às iniciativas da Comissão Coordenadora à época, o Programa, a partir de 2019, tem funcionado com base em uma gestão horizontalizada, concretizada pela instauração de oito Comissões Internas, que se dedicam tanto a aspectos da administração acadêmica cotidiana como a processos aprofundados de planejamento e reflexão - tais sejam:

Comissão de Autoavaliação
Comissão de Bolsas e Premiações
Comissão de Credenciamento e Recredenciamento Docente
Comissão de Linhas e Matriz Curricular
Comissão de Organização do CoPeD (Colóquio de Pesquisa Discente)
Comissão de Organização do Processo Seletivo
Comissão de Políticas de Cotas para Ingresso
Comissão de Visibilidade e Mídias Sociais

As comissões de Credenciamento e recredenciamento docente, Linhas e matriz curricular e Organização do processo seletivo são formadas por docentes do programa eleitos em reunião plenária; as Comissões de Autoavaliação, Bolsas e premiações, Organização do CoPeD, Políticas de cotas para ingresso e Visibilidade e mídias sociais são formadas por docentes e discentes, também conforme deliberação coletiva em reunião plenária; as composições atuais de cada uma podem ser vistas aqui.

Nos primeiros meses de funcionamento efetivo da gestão horizontalizada, já se podem perceber alguns resultados importantes da iniciativa, em particular quanto ao maior engajamento de docentes e discentes no cotidiano e na missão maior do Programa.

De partida, no que toca o funcionamento diário da pós-graduação, evidencia-se uma melhoria significativa, em termos de tempo e qualidade, em procedimentos fundamentais para o andamento das nossas atividades acadêmicas, graças aos trabalhos das Comissões de Bolsas e PremiaçõesCredenciamento e Recredenciamento DocenteOrganização do CoPeD, e Organização do Processo Seletivo. Além disso, com a instauração de Comissões centralmente dedicadas a aspectos fundamentais do planejamento estratégico do programa - as Comissões de AutoavaliaçãoLinhas e Matriz CurricularPolíticas de Cotas para Ingresso, e Visibilidade e Mídias Sociais - o Programa faz um salto qualitativo importantíssimo na direção do enfrentamento dos desafios e dificuldades percebidos tanto pelo olhar interno como pelo olhar externo nos últimos anos.

Assim, pode-se reputar essa nova forma horizontalizada de organização interna como um dos resultados mais importantes, até este momento, do processo de autoavaliação conduzido a partir de 2017.

Entre outros resultados almejados para o futuro próximo, quanto a esse aspecto, estariam os frutos dos debates e trabalhos atualmente em andamento nas Comissões de Linhas e Matriz Curricular, Políticas de Cotas para Ingresso, e Visibilidade e Mídias Sociais. Nos três casos, os resultados dos trabalhos têm o potencial de instaurar mudanças profundas na forma de funcionamento do programa, tais como:

  • O aperfeiçoamento do processo de formação dos discentes frente ao perfil de pesquisa dos docentes do Programa, graças aos trabalhos intensos em andamento na Comissão de Linhas e Matriz Curricular
     
  • A democratização do acesso ao nosso Processo Seletivo, visando a promoção da diversidade de nosso corpo discente, como consolidação de diversas medidas centradas no aumento da qualidade em nosso sistema de seleção, sempre no sentido da transparência e do rigor nos procedimentos, iniciadas já em 2017, e agora intensificados pelos trabalhos da Comissão de Políticas de Cotas para Ingresso;
     
  • A ampliação do alcance social da pesquisa realizada no Programa, com estratégias voltadas para a divulgação científica e o engajamento de um público mais amplo, graças aos trabalhos da Comissão de Visibilidade e Mídias sociais.
     

Figura por fim, como instância fundante no processo de planejamento estratégico do Programa, a própria Comissão de Autoavaliação, dedicada a elaborar políticas e criar espaços ampliados para a reflexão de docentes e discentes sobre os desafios e os rumos do Programa.

 

3 Mapeamento periódico das atividades do Programa 

O processo de autoavaliação do Programa depende fundamentalmente de um profundo conhecimento do seu próprio perfil coletivo - tanto em termos históricos como atuais - e dos talentos e perfis individuais que se integram, coletivamente, em um só corpo de trabalho. Assim, a realização de mapeamentos periódicos sobre o andamento dos trabalhos de pesquisa e ensino no âmbito do Programa é parte central nas estratégias de autoavaliação. Além disso, naturalmente, esse levantamento periódico de dados possibilita a formação de relatórios dirigidos à avaliação externa, tanto para o crivo avaliativo da Universidade como para o da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), em seu processo de avaliação da pós-graduação no Brasil .

Para a efetivação desse cenário de profundo autoconhecimento, dois aspectos são centrais: os resultados cumulativos das etapas anteriores do próprio processo continuado de autoavaliação (nas instâncias descritas mais acima) e o mapeamento anual do andamento de atividades.

Quanto ao processo anual de mapeamento, entre os meses de dezembro e março de cada ano o Programa tem estado intensivamente dedicado à tarefa de levantar dados sobre suas atividades ao longo dos últimos meses, reunindo elementos qualitativos e quantitativos que subsidiam o relato a ser enviado para o processo de avaliação da CAPES - e sempre guardando o horizonte mais largo do objetivo de nosso constante desenvolvimento.

Como determinantes do sucesso desse mapeamento, além dos frutos dos nossos debates internos, figuram centralmente os Relatórios Anuais produzidos por docentes e discentes. Desde 2017, os relatórios têm sido apresentados como formulários eletrônicos construídos no sistema G-Suite da USP, preparados com base nos formatos de dados a serem inseridos na plataforma Sucupira da CAPES. Essa estratégia conferiu maior agilidade ao processo, e vem possibilitando boas taxas de retorno: quanto ao corpo docente, a resposta aos questionários atinge 100% dos professores do programa; quanto ao corpo discente, a taxa de retorno foi de 90% na última coleta (2018). De um ponto de vista qualitativo, os questionários têm permitido à Coordenação tecer um panorama consistente e aprofundado sobre as atividades e a produção científica de docentes e discentes.

Os procedimentos em torno dos relatórios, assim, representam um passo decisivo nas estratégias das Comissões Coordenadoras, desde 2017, no sentido de construir um retrato preciso e completo sobre as atividades do Programa para os avaliadores externos e para o nosso próprio planejamento interno.

 


Vejam-se, abaixo, os nossos procedimentos para o relatório de 2019.

Relatorios 2019